sábado, 27 de dezembro de 2014

so long and thanks for all the...

Pois é. O ano está acabando, e eu estou acabando com esse blog também. Ele está aqui desde 2007, eu já estava de saco cheio e quase não postava mais, e desenvolvimentos recentes me deram o incentivo a mudar de página, começar de novo (poder trabalhar, vou ter uma chance, para recomeçar --- ok, não). 
Eu acredito firmemente em não esquecer os erros do passado, então todo o arquivo desse blog está no outro. E esse vai ficar por aqui também, só não vou mais atualizar. Além disso, o endereço novo, de “novo” mesmo só tem o layout, porque eu estou me mudando na verdade para o meu tumblr:


E é isso, obrigada por tudo e seguimos com a vida.

domingo, 14 de setembro de 2014

realeza

Aí que eu falei que ia voltar e nem voltei? Aprendam a não esperar nada de mim, crianças.
Mas vamos lá, sobre agosto: Nenhum dos rolos que eu comentei se concretizou, porque né, minha vida. Em compensação, eu fui na minha primeira festa da UFABC, e vamos dizer apenas que em determinado momento o queridíssimo André comentou que "gente, a Bruna transformou a cervejada em micareta". E eu estava mesmo me sentindo a rainha da festa, banhada em glória e tequila, até que voltando para casa eu dei uma parada no banheiro da estação Brás, olhei no espelho e:
O. HORROR.
Enfim, foi muita coisa errada, tanta coisa errada que quando os aluninhos reclamam com a atlética que eles ainda não publicaram as fotos da festa eu grito internamente que MEU DEUS NÃO TEM QUE SAIR NADA DESSA COISA NÃO. Eu não sirvo para viver em sociedade festas open bar. 
Tirando isso, o mês foi bem pacato. Como eu disse, nenhum dos rolos iniciais deu em nada, e um deles desapareceu de tal forma que eu até pensei que tinha alucinado e ele nunca tinha existido. Mas o fim de agosto realmente esteve para amor, porque meus sobrinhos lindos vieram para cá e vou postar uma foto gratuita para aumentar a beleza e simpatia desse post:
(Sim, eu tiro foto das minhas Instax para postar na internet)
Ok, vamos falar do Régio. Régio estuda comigo, na minha sala, porque com minha rotina atual ou eu mantenho uma crush na faculdade / trabalho / trem, ou não mantenho crush nenhuma (lembrando que eu já tentei levar adiante um romance do trem e terminou em desastre). Régio chama Régio porque, depois de usar todo meu stealth para para tirar foto dele no meio da aula e mandar para as amizades, comentei sobre como a pose dele era régia, como a figura era longilínea, os traços marcantes e ele todo um semi-deus. Sim, eu estava afetada pelos poderes de descrição de uma escritora de fanfic nível floreios & borrões, mas ele é tudo isso mesmo. Podem dizer que do alto de seu 1m90 e aparência muito acima da média ele é muita areia para minha algibeira*, mas dia desses eu tive um mini-surto na sala porque perdi meu brinco de argola, e ele parou de contemplar o infinito por cinco segundos para me perguntar "perdeu sua aliança"? 
Conclusão: Ele me ama

*Casei com Sandman no último mês, só deus pode julgar minha escolha de vocabulário.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

all fired up

Praticamente toda vez que eu posto sobre minha vida romântica aqui é para falar sobre como eu estou falhando. Vários posts, vários exemplos e tal, não vale nem colocar os links. Aí que agora, assim, mudou. Parou de falhar, engatou a primeira e foi - do nada.
Tudo bem, digamos que não é de agora. Se o primeiro semestre de 2014 não chegou no nível dos idos 2009 (meu primeiro ano de faculdade, talvez esses ciclos estejam relacionados com o início de graduações?), ele foi bem mais decente do que os anos anteriores. E agora, em mais um agosto*, minha sofrida área do romance resolveu que não, peraí, vamos fazer alguma coisa. E não naquele meu jeito louco, de ver evidência onde não tem, de ficar sonhando com o que pode acontecer. Estamos falando de fatos. Eu tenho até print screen, testemunhas, uma loucura.
Enfim, não vou entrar em detalhes porque são muitos fatores em andamento para eu prever alguma conclusão concreta. Temos aí mais umas três semanas, quem sabe o que pode acontecer, mas pode apostar que eu volto para contar. Mas só de eu estar escrevendo esse post, uma nota positiva nesse assunto, já é uma mudança tão grande que nem sei, daqui a pouco as reservas de água voltam ao normal em São Paulo.
Aguardem.

*Eu estava aqui refletindo - o trabalho anda devagar, gente - e concluí que todos os meus maiores marcos em romance (todos, sério) aconteceram em agosto. Pode ver. Nessa mesma época, um ano atrás, teve um dos erros mais errados da minha curta carreira. Na última bienal eu fiquei o dia inteiro falando com a Talita sobre... É. Até meu primeiro beijo foi em um 25/08. OU SEJA.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

on kindness

Todas minhas paixões nos últimos tempos (leia-se: no último ano) tem sido por escritores. Eis a minha mais recente, e também a mais emocionante história:

Duas semanas atrás eu vi esse artigo, e coisa de quinze minutos depois eu já tinha comprado o livro. Foi a primeira coisa que eu li do George Saunders, apesar que percebo agora que já tinha visto sim o discurso dele na formatura de uma faculdade. Enfim. O livro me acompanhou nos primeiros dias indo para a nova faculdade, me arrastando até Santo André, e foi no trem voltando para casa que eu li meu conto favorito dele, o Puppy. Digamos que eu tenha chorado no fim, e tenha chorado boa parte do caminho para casa também, e sim, parte por descompensação emocional (não estava sendo fácil, gente), parte porque o cara é bom mesmo.

O conto dele falou comigo em vários aspectos, e eu acho que tem muito a ver não só com o discurso dele que eu linkei aí em cima, mas também com o discurso famoso do David Foster Wallace, o This Is Water. Os dois falam basicamente sobre empatia, sobre entender que você não sabe o que acontece na vida alheia, e também sobre a necessidade de nos colocarmos no lugar dos outros, de sermos gentis. E você pensa, ok, é o que é certo, e esses caras falam essas coisas, mas eles são assim de verdade?

São. E eu sei disso porque eu acabei enviando um e-mail para o George Saunders, e não só ele respondeu como também foi a pessoa mais gentil e simpática do mundo. Sério, que homem.

Eu esperava uma resposta - senão nem teria mandado, né - mas não uma resposta tão legal como a dele. E você pensa, ele não deve ter gasto muito tempo escrevendo, e não tinha obrigação nenhuma de fazê-lo, mas ele me respondeu e não só fez meu dia (minha semana?) como também me mostrou muitas outras coisas. Que se mesmo pessoas muito ocupadas (olhem os links, gente) e muito, muito inteligentes podem gastar um pouco do seu tempo para serem gentis, por que eu, ou você, não podemos? Mostrou também que é estúpido - sério, imbecil - ficar gastando tempo e stress com pessoas ignorantes e toscas quando existe tanta gente melhor, e tanta coisa melhor para se fazer. E mostrou que às vezes coisas muito legais acontecem simplesmente por que você se dispôs a tentar.

Pode parecer bobo ou sem importância para muita gente - inclusive já me expressaram essa opinião - mas foi algo muito incrível para mim. Fico pensando se eu, algum dia, também serei capaz de ser legal assim com alguém, de ser boa, inteligente, feliz e sim, gentil. Enquanto isso, eu tenho uma nova história para carregar para sempre comigo.

domingo, 8 de junho de 2014

segunda-feira, 28 de abril de 2014

ardor

O problema é quando eu percebo que certas coisas só ele vai saber. Primeiro, porque só ele teve o interesse em dissecá-las, segundo porque depois de me expor e me decepcionar com ele, eu já não consigo ser ingênua o bastante para fazê-lo com outra pessoa. Devo ser grata, acho, nesse aspecto. Pelo aprendizado, e tudo mais. Agora eu fico presa em um ciclo de ter raiva dele e de perceber que ainda sinto falta dele – e então fico com mais raiva ainda, acima de tudo raiva de mim mesma. Por não ser mais esperta do que isso. Por ainda gastar meu tempo.
Então sim, eu sinto saudades dele. Mais do que eu deveria, mais do que ele algum dia mereceu. Não sei se foi premeditado, mas em diversos aspectos essa saudade tem facilidade em se mostrar. Em lembranças, em uma primeira folha de um livro, da porcaria do meu livro favorito. Porque é o tipo de pessoa que ele é, ou era. Eu disse, ele entendeu, até demais, e não penso que alguém mais vá, pelo menos não tão cedo.
Não quero me alongar no draminha, até porque já fiz bastante isso. Ainda tenho, perdidas em algum lugar, folhas com histórias ridículas demais para alguém ler. Enquanto as escrevia pensava que à minha frente se estenderiam ainda muitas desilusões, de forma que o nome dele seria em algum ponto substituído por outros. Mas o tempo passou e ainda é o nome dele ali, toda vez que alguém me decepciona (porque eu ainda crio expectativas em cima de tudo, e nada mais fácil para criar decepções do que um excesso de expectativas) não é o nome desse alguém que passa a ocupar minhas imagens de vingança. É o dele, é a decepção com ele.
A culpa é minha, claro. Sempre.

And I hate that I can't say your name 
Without feeling like I'm part of the blame

P.S.: Ver também essa música. Ela inteira.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

sobre mim

Eis que nessa bela sexta-feira, após uma série de acontecimentos que não serão expostos aqui, decidi fazer este incrível post – uma resposta, na verdade, à acusação de que eu tenho um blog pessoal que nunca fala, de fato, sobre mim. Vamos lá, alguns tópicos interessantes relacionados à minha vida que me ocorreram conforme eu escrevia:
Eu tenho um marido imaginário. Pronto, logo no começo, e não fica pior do que isso. Não vou falar quem é, porque aí já é vergonha demais. 
 Quero muito ter um filho. Não, mãe, não agora, calma. Um dia. O que não me impede de já ir lendo sobre maternidade e feminismo, educação infantil, por aí vai. Posso estar viajando aqui, mas considero que sou boa com crianças, nenhuma sofreu nenhum grande acidente sob meu cuidado, e pelo menos o Mimi e a Vickie gostam de mim (acho). E penso que eu daria uma boa mãe.
 O que eu mais gosto de fazer é ficar com meus sobrinhos, ler, perder tempo na internet e dormir, nessa ordem. Inclusive é por isso que eu ando sempre cansada, se eu lesse menos à noite, e não ficasse na internet, eu teria mais horas de sono. Tentei fazer isso nos últimos meses, ir dormir cedo para ter mais disposição, etc., e concluí que prefiro passar o dia à base de café mesmo.
 Minha vida romântica é uma piada. Uma piada que flutua entre a inexistência e a falha, de forma que só o que me impede de me aceitar enquanto celibatária é a minha vontade supracitada de ser mãe. Dito isso, minhas esperanças foram renovadas essa semana pelo aparecimento de DN, o cara novo aqui do trabalho. DN sentou ao meu lado no ônibus ontem, então tenho certeza de que é o início de uma nova era amorosa para mim.
 DN é abreviação de Deus Nórdico, alcunha dada porque eu sou tosca, porque eu não sei o nome dele e porque ele parece mesmo um. Ele é tipo uma versão melhorada do Leonardo, meu amigo /amor do colegial (aliás, cabe citar que 90% dos textos de sofrimento amoroso desse blog são sobre ele – o Leonardo, não o DN, até porque eu acabei de descobrir a existência de DN nesse mundo). DN faz parte do grupo de caras muito bonitos que trabalham comigo – a empresa nova tem alguns deles – mas é de longe o mais bonito de todos. A aparência dele pode ser definida como um meio termo entre o Leonardo e o cara que fez aquele filme do livro da Cassandra Clare, o Instrumentos Mortais (?), que sim, eu assisti, mas foi na minha recuperação cirúrgica, então eu me considero perdoada. 
 Está nos meus planos futuros interagir, de alguma forma, com o DN. Também descobrir o nome dele. 
 Eu me formei na faculdade ano passado, mas até o final desse ano vou começar outra – o ser humano não pode parar. Na verdade eu estou matriculada na UFABC, mas as aulas só começam no final de junho, e algo me diz que eu nunca vou terminar. Tenho um plano em mente, mas sou uma pessoa reservada (he-he) e estou mantendo em segredo.
 Esse post está enorme. Para encerrar, eu continuo fixada no DFW – tanto nas obras dele quanto nos textos sobre ele. Continuo adorando, considerando meu autor favorito, all that jazz. Não progredi muito no IJ, mas estou lendo o Brief Interviews e mais uma série de ensaios dele. Esses dias eu entrei no Quora e por algum motivo (qual será?), o tópico que eu mais visito é o dele. Também continuo escrevendo.
 Relevante: segunda-feira tem show do Placebo. Considerando que os outros dois que eu fui ganharam posts nesse blog sobre eles, acho que esse deveria ser pelo menos mencionado. Eu nem tenho ouvido muito ultimamente, mas sabe como é – continua sendo a banda da minha adolescência, e mesmo tendo demorado para comprar o ingresso, eu vou. 
Eu sei que pelo menos uma pessoa vai ler isso aqui, mas permanece a dúvida. Esse blog tem uma média de umas dez visitas por semana, e eu não faço ideia do como, por que, ou quem. De verdade. Não estou falando que esses visitantes misteriosos deveriam se identificar, eu só não entendo o interesse que alguém poderia ter na minha vida (ainda mais porque eu quase nunca posto aqui, então por que diabos quase todo dia alguém entra?). Penso se não é minha mãe, buscando uma confirmação de que eu fumo (não, mãe) ou alguma outra revelação, mas sei lá. Ainda deve ter mais gente.
Enfim, é isso.