domingo, 25 de outubro de 2009

Então eu pensei "Eu não quero estar aqui, eu quero estar em um lugar legal, diferente, eu quero estar na Paulista". Então eu fui para a Paulista. Uma coisa importante é lembrar que, quando você está com problemas e não consegue encontrar respostas olhando para si mesmo, o melhor a se fazer é ir olhar para alguém que não seja você, logo, eu acabei indo parar no MASP. Foi a segunda vez que eu fui lá, em circunstâncias bem diferentes da primeira, mas ir em um museu sozinha é bom porque te livra da parte de comentar as obras, ou de não poder gastar o tempo que quiser observando cada uma.
Ir no museu, andar sozinha, parar no Starbucks para gastar uma fortuna tomando Chai Latte, ir na Livraria Cultura, ler Crime e Castigo, ouvir Beirut, ver um pouco de sol e respirar, tudo isso contribuiu para que eu visse - não repentinamente, mas após grande período de consideração - o que estava errado em mim, e que era justamente ter parado de ver e entender arte, de ficar sozinha, lendo um livro sentada em um banco ouvindo música boa e com significado.
Cheguei em casa e falei com a Dri, e tudo se encaixou mais ainda no lugar e eu pude ver que eu já tinha voltado a mudar - não para algo totalmente diferente, mas para quem eu era antes, quem eu realmente era. É certo que muitas coisas não podem, nem devem mudar, mas encontrar com você mesmo é algo tão bonito, mas tão bonito, que serve para ajudar a esquecer todo o resto.

Não tenho mais medo de ficar sozinha. Não estou disposta a aceitar algo que não me convém, com que eu não concordo, que não me satisfaz. Não me contento com o ordinário, com o aceitável, com o trivial. Não tenho mais medo de ser quem eu sou, doa a quem doer, estranhe quem estranhar.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

mein herz brennt

Eu achava que me faria bem, e me deixaria feliz, estar em um estado onde seria possível eu me sentir como se tivesse acabado de levar uma facada. Achava que seria bom sofrer um pouco, gostar um pouco, me preocupar e me importar.

Não é.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

sobre como uma lista pode falar sobre você

Estava perdida por aí, uma folha onde eu estava listando os livros que eu tinha lido em 2009. É bastante inútil - não é como se quantidade fosse qualidade - mas uma dessas ajuda a lembrar o que eu li e foda-se, eu gosto. A do ano passado me deixou bastante satisfeita, e eu tinha falado "vou ler uns 25 livros ano que vem, yey!", e agora eu fui atualizar a tal lista e, em pleno mês 10, eu li 10 livros. Um por mês, só que a grande maioria no começo do ano. E foi quando eu percebi como tinha negligenciado isso, tinha esquecido... de ler. Porque eu tenho uma pilha de livros legais que eu sempre olho e falo "preciso ler!" e depois não leio porque não cabem na bolsa ou não tenho tempo.
É ridículo, mas eu nunca achei que trabalhar e estudar fariam com que eu deixasse de lado algo tão importante para mim. Mas como eu ando nessa atitude prática, não vou reclamar e sim fazer algo em relação ao assunto - tem um pocket da Emily Dickinson na mochila nesse exato momento. O post dessa vez era realmente para ressaltar a importância das listas - elas são práticas e versáteis e você sempre pode pegar um papel em um momento de ócio (principalmente no trabalho!) e começar uma.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

esse post não visa ter sensibilidade poética

Estou um tanto quanto cansada de crônicas da vida urbana, e de gente que tenta encontrar beleza, e profundidade, e significado, em tudo. Tenho uma história: eu estava estudando que nem condenada para a prova de Eletricidade II, olhei para o lado, vi algo que acabou comigo, me permiti uns dez segundos de tristeza e voltei a estudar, e continuei estudando até a prova, e fui bem na prova, e sai feliz e fui aproveitar o restinho da noite com meus amigos. Fim.
(A questão é que devanear pode atrapalhar muito a vida de uma pessoa, e eu não estou muito a fim de fazer isso, não hoje.)

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

na verdade eu (ainda) não acredito nisso

mas tudo vai melhorar, vai sim! Em pouco tempo eu vou olhar para trás e agradecer por ter passado dessa fase de me sentir horrível e querer desistir de tudo, porque em pouco tempo minha vida será ~awesome~


É verdade, mesmo. Eu acredito! ♥