domingo, 25 de outubro de 2009

Então eu pensei "Eu não quero estar aqui, eu quero estar em um lugar legal, diferente, eu quero estar na Paulista". Então eu fui para a Paulista. Uma coisa importante é lembrar que, quando você está com problemas e não consegue encontrar respostas olhando para si mesmo, o melhor a se fazer é ir olhar para alguém que não seja você, logo, eu acabei indo parar no MASP. Foi a segunda vez que eu fui lá, em circunstâncias bem diferentes da primeira, mas ir em um museu sozinha é bom porque te livra da parte de comentar as obras, ou de não poder gastar o tempo que quiser observando cada uma.
Ir no museu, andar sozinha, parar no Starbucks para gastar uma fortuna tomando Chai Latte, ir na Livraria Cultura, ler Crime e Castigo, ouvir Beirut, ver um pouco de sol e respirar, tudo isso contribuiu para que eu visse - não repentinamente, mas após grande período de consideração - o que estava errado em mim, e que era justamente ter parado de ver e entender arte, de ficar sozinha, lendo um livro sentada em um banco ouvindo música boa e com significado.
Cheguei em casa e falei com a Dri, e tudo se encaixou mais ainda no lugar e eu pude ver que eu já tinha voltado a mudar - não para algo totalmente diferente, mas para quem eu era antes, quem eu realmente era. É certo que muitas coisas não podem, nem devem mudar, mas encontrar com você mesmo é algo tão bonito, mas tão bonito, que serve para ajudar a esquecer todo o resto.

Não tenho mais medo de ficar sozinha. Não estou disposta a aceitar algo que não me convém, com que eu não concordo, que não me satisfaz. Não me contento com o ordinário, com o aceitável, com o trivial. Não tenho mais medo de ser quem eu sou, doa a quem doer, estranhe quem estranhar.

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