domingo, 31 de janeiro de 2010

1/12

11 to go.

sábado, 30 de janeiro de 2010

O mais legal de escrever com raiva não é ler depois e ver que você não concorda mais com tudo, é poder ler depois e se lembrar de como você se sente quando está com raiva.

Kafka, meu amigo, eu te entendo e estou com você

É fato consumido que todos os filhos tem problemas com os pais, eu acho. Mas olha, quando a pessoa que te criou também é a pessoa capaz de fazer com que você se sinta o maior lixo no planeta, de acabar com qualquer felicidade e auto-estima que você possa ter, bom, isso simplesmente não é certo. E não é exagero, sabe, e eu já tentei ver de outro jeito, e na verdade passei mais tempo do que era saudável achando que a culpa realmente era minha.
Mas não é. E eu esqueço isso, e me deprimo de novo, mas não é. E para deixar bem claro o que eu estou falando, todo mundo na minha família acha que é dono da verdade, e que todos que não pensam como eles, não acham bonito o que eles acham e não tem os mesmos valores é errado e vai entender um dia que estava errado.
Então, eu passei anos, anos da minha vida me achando um dos piores seres do universo, e achando que coisas boas não podiam acontecer comigo, e mesmo que eu tenha aprendido que não é assim, e aprendido a pensar de outra maneira, vez ou outra eu acabo voltando. E esse texto é mais um lembrete de que eu não sou a errada, e que não tem nada de errado em ser diferente de como elas querem que eu seja, e que eu sou eu mesma e não dá para mudar isso, e também que ninguém no mundo tem o direito de fazer outra pessoa se sentir mal com quem ela é. E que eu tenho que deixar de me importar com isso, e parar de ouvir e seguir em frente, me livrar dessas coisas.
É triste, ter que excluir pessoas importantes da sua vida, para que você possa ser feliz. Mas algum filósofo cujo nome eu não consigo me lembrar agora (e nem o google conseguiu me ajudar) já dizia algo sobre esse assunto, só que eu não quero ir lá, não agora.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

sobre o mistério da preferência por personagens

Ou sobre Doctor Who, mas deixemos de ser simplistas. Então eu superei o trauma (Digo trauma porque olha, precisa de muito para eu não continuar a assistir uma série depois de ver o piloto. Sou do tipo que decide se vai continuar ou não depois de uma temporada, entende? Até por isso sou bem relutante em começar novas séries. Inclusive, eu vi o piloto de Vampire Diaries e não parei de ver a série, então fica a reflexão sobre o que foi o piloto de Doctor Who) e depois de ver um dos melhores episódios, eu comecei a assistir.
Claro que, para não abusar, eu fui vendo pelo guia de episódios que a Dri e o Cris fizeram para mim . Assisti basicamente o final da primeira temporada, e mais da metade da segunda, certo? Cabe aqui dizer que, de início, eu não gostei nem um pouco do 9 (até porque ele era o Doctor do piloto), mas bastaram poucos episódios para que, logo no início da segunda temporada, eu descobrisse que odiava o 10.
 
 
 - NOT

Agora, por quê? Não sou do tipo do contra, na verdade pelo contrário, meus personagens e ships tem geralmente grande aceitação nos fandons. E FATO, grande parte do meu desgosto pelo 10 é pura implicância - talvez, se ele tivesse sido o único Doctor que eu conhecesse, eu adoraria - do tipo ficar vendo fotos e achando bonitinhas as bizarrices dele. Mas quatro (4!) episódios foram o suficiente para eu me apegar ao 9. E não foi por beleza - eu sou do tipo que acha o nerd estilosinho amável, mais até do que o homem mais velho de jaqueta de couro.
Também não é identificação. Nem apego porque ele foi o primeiro que eu conheci, uma vez que eu me adapto muito bem a mudanças e coisas assim. É a personalidade dele mesmo, de dar vontade de ser a Rose e estar andando com ele, ouvindo ele, convivendo com ele. Porque ele é fofo, e bonzinho, e sério e responsável e engraçadinho, mas sem exageros. É de ter ele como um dos personagens favoritos agora, e de querer que todas as temporadas fossem com ele. CRY MOAR, ANON.


 

P.S.: Ainda tenho esperanças de simpatizar com o 10 na quarta temporada. E de gostar do 11 - mesmo que a gravatinha borboleta seja uó.
 

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

o que toda mulher inteligente deve saber

Minha mãe comprou esse livro, e hoje, eu sem o que fazer - mentira, eu tinha, e tenho, o que fazer, só estou com preguiça demais para fazer - resolvi pegar para dar uma folheada. Não sei porque cargas d'água, quando eu li "O que toda mulher inteligente deve saber", por alguns momentos, eu achei se tratar de alguma espécie de guia, sabe, de livros que elas deveriam ler, filmes para assistir, assuntos interessantes de se conhecer.
Pausa para rir da minha ingenuidade, Brasil.
Turns out que (surpresa!) o negócio não passa de um livro sobre auto-ajuda/relacionamento/mulheres neuróticas/mulheres procurando marido/namorado. É tanta regra e afirmação e tudo mais que eu penso que se alguém se preocupar com metade daquilo, vai acabar desenvolvendo uma neurose e criar expectativas absurdas sobre tudo que envolve homens. E o pior é que, considerando as vendas dessa coisa, geral acredita no que o livro diz. É a mesma coisa que "Ele não está tão a fim de você", único outro livro do gênero que eu já li - tudo é tão preto e branco que eu me pergunto como diabos alguém pode viver assim.
Sério, fato é que a maioria das mulheres (pelo menos a maioria das mulheres que eu conheço) passam muita parte do seu tempo, mais do que deveriam, se preocupando com estar em relacionamentos, namorar, casar, encontrar o homem da vida delas. Tipo, eu não estou me excluindo disso - não sou obcecada, obviamente, mas eu poderia pensar menos no assunto. Mas por algum motivo, todas nós acabamos achando que, para sermos completas, temos que estar em um relacionamento - não dá para dizer que não. E sorte das que tem namorado, e pobre daquelas que continuam correndo atrás. Eu entendo, estou tristemente inclusa nessa história, mas não gosto.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

real life basterds

Daí que eu estava assistindo o BBB10 (sim, quando dá vontade eu assisto, e acho ridículo quem fala que não vê e não gosta para pagar de intelectual, beijomeliga) e descobri que o tal Marcelo Dourado tem uma suástica tatuada no braço.
Suástica. No braço. E não importa o que ele diga, não dá para olhar para uma fucking suástica sem pensar no fucking Hitler e no fucking Holocausto.  Né, quem sou eu para falar do corpo dos outros, da idéia dos outros, cada um é cada um e o diabo, mas não dá para evitar pensar:





Se fosse na testa tinha todo meu respeito.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

mais de nada (ou o começo de tudo)

Eu sempre relutei muito a falar de mim nesse blog. É ridículo, porque o blog é meu, e é para isso, mas se alguém além de mim mesma tiver paciência para voltar e ler todos os posts, vai ver que tirando os primeiros, nenhum diz algo da minha vida, ao menos não diretamente. São frases, trechos de música e textos desconexos que sim, expressam como eu estava me sentindo, mas sempre escondendo, tentando fugir, dissimular.
Não sei se é medo de me expor na internet ou simplesmente de me expor. Sou o tipo de pessoa que fala muito, e fala muito de si, mas deixa as coisas realmente importantes para quem confia, e demora para confiar. Sempre pensei, antes de escrever algo, que as pessoas envolvidas poderiam encontrar o texto, entender, e descobrir que eu me importava. Me preocupava com a possibilidade de alguém achar a maneira como eu estava me sentindo idiota, e então me achasse idiota também. Claro que hoje eu sei que isso sim é idiota, mas também foi só hoje que eu percebi que estava há dois anos tentando falar de algo e não falando nada aqui. 


Eu sou a Bruna, tenho 18 anos, faço faculdade de Processos de Produção, moro em São Paulo, não tenho emprego no atual momento, queria estar fazendo outra coisa. Assisto filmes e séries demais, não leio tanto quanto eu gostaria, passo tempo demais no trânsito, me preocupando com coisas inúteis, sendo melancólica, querendo mudar tudo e parando no meio do caminho. Não gosto mais de quem eu gostava, mas queria que ele gostasse de mim. Meu atual amor no momento é meu iPod, passei o dia assistindo Doctor Who e brincando com o cachorro. Não sei mais o que escrever aqui, mas quero continuar escrevendo, no futuro.


contribuição para a sociedade

Com a finalidade de ajudar em possíveis estudos, vou registrar aqui como a minha mente funciona, em um exemplo clássico do meu comportamento habitual.

"Tenho que trabalhar. Realmente tenho que trabalhar. Tenho que começar logo."
"Mas eu não quero. Droga, não quero de verdade."
"Mas eu preciso."
"Se bem que acabou o download da segunda parte do filme que eu estava assistindo. Acho que não tem problema eu assistir."
"Gente, que tosco, vou fazer um post no blog sobre o assunto"

sábado, 9 de janeiro de 2010

because I can

Sinto que estou na idade certa de fazer coisas idiotas, e de colocar a culpa nos meus 18 anos. Mas também sinto que não é uma questão de juventude, e sim de ser quem eu sou, quando eu faço coisas como voltar sozinha, de ônibus, trem e metrô quando eu poderia pegar uma carona de carro, só porque o dia está nublado e bonito, porque tenho leituras interessantes e a música é boa. Sinto que é um presente do universo quando o shuffle traz uma música desconhecida e que se encaixa perfeitamente no momento, e torna o dia melhor.





'Cause no one can stop me
'Cause it makes up for things I lost
Because I'm addicted to bad ideas and all the beauty in this world

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

diálogos surreais

Minha mãe: Eu fui no McDonald's e peguei um bonequinho do Avatar.
Eu: Ah, que legal! Como ele é?
Ela: Azul, você mexe no rabo dele e ele acende.
Eu: Nossa, minha penteadeira agora vai virar um hall de aberrações.
Ela: Mas... Eu peguei para o Miguel.
Eu: ...Sério? Achei que fosse para mim.
Ela: Pode ser. Você quer?
Eu: Quero.

E o Jake Sully está ao lado do Kirk, do Sulu, do Bones, do Chekov, do C3PO, do Bloo, de uma Hello Kitty e um Keroppi.
E Miguel é meu sobrinho de dois meses.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

não confie em quem não bebe

"A vodca ou vodka (em russo, во́дка; em polonês, wódka) é uma popular bebida destilada, incolor, quase sem sabor e com um teor alcoólico entre 35 e 60%. A vodca é a bebida nacional da Rússia. O nome vodca é o diminutivo de "água" (agüinha) em várias línguas eslavas, contudo não se tem certeza da origem etimológica, que poderia ser apenas uma coincidência."

Minha linha de pensamento não tem nenhuma lógica


domingo, 3 de janeiro de 2010

I'm falling in love with your favourite song




I'm gonna sing it all night long
I'm gonna dance with somebody.