sábado, 30 de janeiro de 2010

Kafka, meu amigo, eu te entendo e estou com você

É fato consumido que todos os filhos tem problemas com os pais, eu acho. Mas olha, quando a pessoa que te criou também é a pessoa capaz de fazer com que você se sinta o maior lixo no planeta, de acabar com qualquer felicidade e auto-estima que você possa ter, bom, isso simplesmente não é certo. E não é exagero, sabe, e eu já tentei ver de outro jeito, e na verdade passei mais tempo do que era saudável achando que a culpa realmente era minha.
Mas não é. E eu esqueço isso, e me deprimo de novo, mas não é. E para deixar bem claro o que eu estou falando, todo mundo na minha família acha que é dono da verdade, e que todos que não pensam como eles, não acham bonito o que eles acham e não tem os mesmos valores é errado e vai entender um dia que estava errado.
Então, eu passei anos, anos da minha vida me achando um dos piores seres do universo, e achando que coisas boas não podiam acontecer comigo, e mesmo que eu tenha aprendido que não é assim, e aprendido a pensar de outra maneira, vez ou outra eu acabo voltando. E esse texto é mais um lembrete de que eu não sou a errada, e que não tem nada de errado em ser diferente de como elas querem que eu seja, e que eu sou eu mesma e não dá para mudar isso, e também que ninguém no mundo tem o direito de fazer outra pessoa se sentir mal com quem ela é. E que eu tenho que deixar de me importar com isso, e parar de ouvir e seguir em frente, me livrar dessas coisas.
É triste, ter que excluir pessoas importantes da sua vida, para que você possa ser feliz. Mas algum filósofo cujo nome eu não consigo me lembrar agora (e nem o google conseguiu me ajudar) já dizia algo sobre esse assunto, só que eu não quero ir lá, não agora.

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