segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

o que toda mulher inteligente deve saber

Minha mãe comprou esse livro, e hoje, eu sem o que fazer - mentira, eu tinha, e tenho, o que fazer, só estou com preguiça demais para fazer - resolvi pegar para dar uma folheada. Não sei porque cargas d'água, quando eu li "O que toda mulher inteligente deve saber", por alguns momentos, eu achei se tratar de alguma espécie de guia, sabe, de livros que elas deveriam ler, filmes para assistir, assuntos interessantes de se conhecer.
Pausa para rir da minha ingenuidade, Brasil.
Turns out que (surpresa!) o negócio não passa de um livro sobre auto-ajuda/relacionamento/mulheres neuróticas/mulheres procurando marido/namorado. É tanta regra e afirmação e tudo mais que eu penso que se alguém se preocupar com metade daquilo, vai acabar desenvolvendo uma neurose e criar expectativas absurdas sobre tudo que envolve homens. E o pior é que, considerando as vendas dessa coisa, geral acredita no que o livro diz. É a mesma coisa que "Ele não está tão a fim de você", único outro livro do gênero que eu já li - tudo é tão preto e branco que eu me pergunto como diabos alguém pode viver assim.
Sério, fato é que a maioria das mulheres (pelo menos a maioria das mulheres que eu conheço) passam muita parte do seu tempo, mais do que deveriam, se preocupando com estar em relacionamentos, namorar, casar, encontrar o homem da vida delas. Tipo, eu não estou me excluindo disso - não sou obcecada, obviamente, mas eu poderia pensar menos no assunto. Mas por algum motivo, todas nós acabamos achando que, para sermos completas, temos que estar em um relacionamento - não dá para dizer que não. E sorte das que tem namorado, e pobre daquelas que continuam correndo atrás. Eu entendo, estou tristemente inclusa nessa história, mas não gosto.

Nenhum comentário: