quarta-feira, 31 de março de 2010

Estranha, surtada, complexada e provavelmente continuando assim.

Eu estou apaixonada. Ou não. Enfim, não é a questão. Eu estou bastante é surtada. Surtada é uma ótima palavra para me definir. Toda uma vibe "Vou fazer isso para ver depois no que vai dar" e assim, fazer e depois ficar louca observando no que deu.Sei que não deu para entender nada com essa introdução, então vamos logo para a parte prática:
Exemplo #1.]
Hoje eu consegui passar meia hora pensando se eu deveria ou não tocar na mão do ele. (O nome do ele está sendo omitido porque ele é tosco, nada de OMG SIGILO NA INTERNETZ, é que eu não tenho muito orgulho de ficar falando que provavelmente estou apaixonada por ele).Mas assim, discussão INTENSA comigo mesma, eu tentava mover minha mão, não conseguia, parava no meio do caminho, pensava no que poderia acontecer se eu fizesse (ele ia perceber? reclamar? gostar? ignorar?), se eu me arrependeria se não fizesse (carpe diem? o RSL se matou por causa disso! e se desse merda, valeria o sofrimento com o auto-flagelo depois?), o porquê de eu querer fazer, quais as possíveis conseqüências do meu ato e se minha insegurança em fazê-lo poderia estar relacionada a algum complexo com minha auto-imagem. E o pior, enquanto eu discutia comigo mesma eu ficava pensando que tudo aquilo era muito romântico (no sentido de mal do século, não música do Phil Collins), fanfictício (sério, Bruna, discutir consigo mesma por tocar em alguém? quer algo mais clichê Harry/Draco do que isso?) e niilista. Puro Rodion Raskólnikov. Aí eu divergia para pensar que ele deveria ter ficado de um jeito parecido com aquele antes de matar a agiota (mals pelo spoiler de Crime e Castigo) e que se eu fosse mais inteligente eu podia aproveitar aquilo para tentar escrever algo que prestasse. 
Mas aí que no final eu fui e toquei na mão do ele, que como é ele foi um idiota e não fez PORRA NENHUMA e eu fiquei extremamente frustrada porque esperava algo mais legal. Fiquei deprimida com o resultado por uns dez minutos e depois voltei a prestar atenção no professor.
CORTA.
Exemplo #2.]
Ontem eu beijei ele. Hoje também. Ontem a idéia surgiu na minha mente do nada, exatamente "Nossa, eu podia beijar ele quando eu fosse me despedir, né?" e então meu coração disparou (amor? adrenalina? resposta do meu corpo ao quão idiota eu conseguia ser?) e eu fiquei com o pensamento em loop até eu me levantar e me despedir dele com uns selinhos. E logo depois minha diversão se tornou ficar pensando no que estava se passando na cabeça dele, e discutir o assunto com o pobre do Henrique, que foi usado como conselheiro amoroso e analista da psique masculina. E tal como um jogador de RPG, um estrategista de guerra ou alguém sem mais nada para fazer, passei a planejar como seria o próximo passo. 
Próximo passo foi o FAIL da mão hoje e dar um selinho nele na despedida também, dessa vez com o Henrique como observador (para poder compartilhar uma opinião mais consolidada depois!). E nossa, selinho é uma coisa tão tosca que você dá até no seu cachorro, mas ele conseguiu fazer disso algo horrível. Normalmente, eu entraria em crise, ficaria triste e shit porque ele quer meu amor e minha vingança. Mas né, estado mental alterado, eu fui assistir Cashemere Mafia no iPod. 
(Pausa para reflexão: Qual é o fucking problema das pessoas com as amizades com benefícios? Por que essa neura de transformar tudo em relacionamento e comprometimento e casualidade é coisa de gente promíscua? Amigos com benefícios é tipos a coisa mais genial já inventada, mas ninguém entende isso. Bando de filho da Disney esperando por amor da vida e alma-gêmea e essa porcaria toda, ao invés de entender a beleza do pegue e não se apegue.)
(Pausa para reflexão, parte 2: Não acredito que eu acabei de escrever a pausa para reflexão acima. Mais especificamente, não acredito que usei a expressão "pegue e não se apegue")
Exemplo #3.]
Eu sei que isso é tosco pra cacete, mas eu tenho certeza que vou continuar com as, hum, experiências. Até porque elas incluem também várias outras coisas além do ele, eu só não falei aqui porque as do ele são mais tocas e, portanto, mais legais de serem contadas. Reputação para que, né? De novo, INTERNET meu, só quem vai ler isso vai ser minha irmã, que vai começar a cogitar a possibilidade de eu estar usando drogas de novo (Rita, me liga! Tudo bem com o Mi?).  E no que é sério mesmo (LEIA-SE: DINHEIRO) eu estou mantendo drasticamente a linha, toda responsável e tals. Mas vamos lá, eu surto, reconheço o surto, identifico todo o nível de FAIL da situação toda e insisto nela.
BTW, eu tenho o que fazer. Deveria estar dormindo para acordar cedo e ir trabalhar, por exemplo. E estudar mais. Ler mais. Prova e coisas assim. Mas tem toda uma beleza em ser louca (NOT) e eu estou adorando, de alguma maneira torta, isso. Altas esperanças de nascer o espírito Rimbaud e sair por aí tentando experimentar tudo que existe no mundo. É. Senta lá, Bruna.
(Pausa para reflexão, parte 3, final: Não acredito que publiquei isso. Não dou duas semanas para eu surtar e deletar o post.)

Um comentário:

.moony. disse...

ri LITROZ, ok?

sério, ser surtada é luz. e amigos com benefícios também, HAHAHA.

:*