sábado, 13 de março de 2010

So hit me with music.

Hoje eu percebi que todos os momentos importantes da minha vida estiveram, de uma maneira ou de outra, relacionados a música. Os bons e os ruins. Os melhores e os piores.As boas fases, e as péssimas. Hoje eu percebi que isso faz da minha vida o que ela é, e também faz de mim quem eu sou. Não sei como eu seria sem a música, se eu teria suportado, se eu teria sido feliz.

Eu sei que eu não posso mais, de maneira alguma, ficar sem ela. Desde ouvir o iPod quase o dia inteiro até ir em concertos e em shows. De querer aprender sobre, e conhecer, e falar. Eu queria, muito, de verdade, poder fazer música, mas a única vez que eu tentei não deu muito certo - por motivos relacionados à minha falta de coordenação motora e incapacidade de mover os dedos com rapidez e agilidade suficientes. Mas eu consigo sobreviver a esse fato, certo? Enquanto eu ainda possa apreciar, está tudo bem.

E se eu cheguei a essa conclusão (nada brilhante, mas enfim) foi por que hoje, pela primeira vez, eu fui na Sala São Paulo, ver um concerto da OSESP. As pessoas perguntaram "Mas por que você vai?", e eu acho muito claro que o motivo pelo qual eu fui é porque eu queria ir, porque eu queria conhecer, porque por mais pseudo-intelectual e boring que isso pareça, eu gosto de música "clássica".

Não curto muito o Bob Marley, mas tem uma música em que ele diz "One good thing about music, when it hits you fell no pain. So hit me with music." E quando o concerto, quando a Fanfere, do Paul Dukas, começou, aquilo não me atingiu, mas me deu "a bit of the old ultra-violence", sabe. E nas duas horas seguintes eu entendi, tudo, porque eu nunca tinha visto algo tão bonito na minha vida. A música, ela cresce em você, te preenche, e algumas vezes ela te preenche tanto que não tem como você suportar aquilo, deixar dentro de você.
E então você acaba gritando, dançando, ou chorando no meio de um monte de gente que você não conhece.

(Não tenho, nem nunca tive, pretensões de soar sublime, de mostrar o quanto de artista existe em mim, e por isso eu reluto em escrever textos assim. Repare no contraste dos níveis de lirismo presentes nas minhas histórias e nas postagens desse blog. Não sei ao certo porque isso acontece, ou se algum dia vai mudar.)

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