quarta-feira, 28 de abril de 2010

And its only because you're feeling alone!

At first when I see you cry
Yeah it makes me smile
Yeah it makes me smile
At worst I feel bad for a while
But then I just smile 

Bruna e a escola Lily Allen de relacionamentos.

domingo, 25 de abril de 2010

Sobre crueldade infantil, ou uma história vinda do nada.

Eu devia ter 8, 9 anos e tinha acabado de começar a andar de bicicleta - sim, em algum momento da minha vida, eu sabia andar de bicicleta, e não, ao contrário do que dizem, eu realmente não sei mais - e passava bastante tempo, até, andando na rua com ela. Estava em um nível tão avançado que eu tinha ido até a bicicletaria e instalado uma buzininha vermelha, muito simpática, que me elevava ao nível de ciclista consciente e fazia eu deixar de ser noob, ao menos ao meu ver.
Então, estava eu um dia, andando pela rua, no horário que as crianças que estudavam a tarde estavam voltando para casa. Não gostava muito do horário, porque a rua ficava mais lotada e era menos divertido, mas tudo bem. Até que veio esse menino e implicou com a buzina da minha bicicleta, começando a apertar insistentemente e impedindo que eu continuasse a pedalar. Facilmente irritável como eu sempre fui, comecei a ficar mais e mais nervosa com o menino, um garoto moreno e magrinho, segurando o material escolar, da minha idade, até que, no meu maior ato de crueldade infantil, comecei:
"Vem cá, em que escola você estuda?"
O garoto respondeu, sem pensar muito, e mais preocupado com a maldita buzina, que estudava no Alberto. O Alberto é uma das escolas públicas aqui perto da minha casa, e inclusive tinha sido perto dela onde eu tinha comprado a buzina. Enfim, eu estudava numa escola particular considerada uma das três melhores da região - e sim, isso não quer dizer nada. Eu não tinha nenhuma noção de status por estudar em escola particular, mas sabia que estudava em uma porque elas eram melhores que as públicas, até porque se não fossem minha mãe não pagaria. Tomada por um espírito de superioridade e uma vontade de fazer o garoto sumir, disse:
"Nossa, o Alberto é uma escola horrível. Eu estudo no Objetivo, sabe, que é muito melhor. Pobre de você, que tem que estudar lá".
Aí sim, o garoto parou de apertar a buzina, para me olhar. Ficou um tempo sem falar nada, digerindo o que eu tinha dito, e não sei por qual motivo, se era por querer provar que o dele era melhor, ou porque ele realmente gostava do colégio, disse - "Não, o Alberto é a melhor escola do mundo", e eu - "Não é não, e todo mundo sabe disso".
Acho que eu nunca tinha visto alguém tão magoado, porque o olhar do garoto me marcou. Ele deu as costas e foi embora, continuando o caminho para casa dele, e eu desisti de brincar na rua e entrei na minha, instantaneamente arrependida. Eu sabia que tinha feito algo errado e machucado ele, e queria pedir desculpas e dizer que o Alberto era sim, uma ótima escola, mas eu nunca mais vi o garoto. Até hoje, quando eu lembro disso, me sinto mal por ter agido daquele jeito, e espero, de verdade, que ele tenha desejado mostrar para mim o quão melhor a escola dele era, que hoje ele esteja em uma faculdade muito foda, e que seja mais bem sucedido que a garota mimada que desdenhou dele quando ele era menor.
Claro que ele também pode ter esquecido de mim assim que chegou em casa, mas eu não tenho como saber o que aconteceu com ele. Porque ele parou de passar na minha rua, eu parei de andar de bicicleta. Mas eu ainda me sinto mal toda vez que lembro daquele dia. Se serve para alguma coisa, eu nunca magoei alguém intencionalmente, depois disso. Pelo contrário, sou completamente incapaz de faze-lo. Não consigo lamentar ter sido, algum dia, também.

domingo, 18 de abril de 2010

So we all spoke in tongues

(Esse é o post emotivo. O post completo e detalhado vai para o LJ, e vai para a Dri, porque eu disse que o faria e porque eu quero fazer.)

Então, noite passada. Ontem. Eu achava que não ia sentir aquela coisa de "Ai deus, são eles, é o Placebo" quando visse os integrantes ali, de perto, mas senti. É impossível, depois da expectativa, das horas esperando, do vídeo de abertura e as luzes apagadas, não sentir várias coisas explodindo dentro de você quando o Steve, depois o Stefan e depois o Brian Molko entram no palco, e começam a tocar. Eu amo aquela banda, e ver eles ali, tão perto, tão reais, é questão sim de ser fangirl e se emocionar. A banda que escreveu as músicas que eu ouço todos os dias, que me acompanharam em vários momentos da minha vida, me animaram, me ajudaram quando eu estava deprimida, me trouxeram várias pessoas importantes, essa banda, ela estava a menos de dois metros, um pouco acima de mim, e estava lá para cantar essas mesmas músicas ao vivo, somente para nós.
Eu gritei, eu pulei, chorei e cantei com o Molko tudo aquilo que também estava dentro de mim. Ah, vocês que estão lendo, vocês entendem a conexão? Está dentro de mim, está dentro dele, está dentro de todas aquelas outras pessoas, e nós todos estávamos ali juntos, cantando. Você se identifica com milhares de coisas, eu me identifico com diversos autores, mas não teremos muito a chance de escrevermos juntos. Mas com a música, em um show, é isso que acontece. Você não está só ouvindo a bateria, está vendo o Steve tocando a dele freneticamente, você está vendo o Stefan e a conexão surreal que ele tem com o baixo dele, e está vendo, ouvindo e cantando com o Brian e a voz, aquela voz, the voice that made me cry.
Antes de começar Speak in Tongues o Brian falou de igrejas, de pessoas que entram em frenesi, recebem o espírito santo e começam a falar em línguas. Engraçado, aconteceu algo muito próximo disso, ontem, e não foi só comigo, foi também com todos aqueles que fizeram o coro enquanto diziam, com a voz do Brian, que we can build a new tomorrow. Que pularam mais alto, gritaram mais alto e deixaram tudo para trás quando ficou, por nossa conta, o Para pa pa pa ra ra ra de Special K. Que deixaram pequenas partes de si em cada verso cantado em uníssono. Que deixaram um pedaço delas mesmas naquele dia, naquele lugar, naquele show.
Como diz a Brenda, no one can take 17.04.10 away from me. Nós somos os fucking Molko Boys e Molko Girls, e estávamos lá, do primeiro acorde de For what is Worth até o último de Taste in Men. E continuaremos sendo.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Prestando contas (?)

Eu, sendo louca como sou, faço um post completamente surtado e nem lembro de comentar o que aconteceu depois. Vamos lá, o que aconteceu depois, amados leitores, foi que eu tive uma conversa muito madura e sincera com o ele, na qual ele disse que não sentia atração por mim, amava outra garota e tals e na qual nós concordamos em sermos amigos e tudo mais. 
Não fiquem tristes por mim! Foi definitivamente o melhor que poderia acontecer, mesmo. Por diversos motivos, amáveis motivos. Falo depois, ou não.Mas quem acha que com isso, o surto acabou, está muito, muito enganado.
Aguardem por mais capítulos dessa incrível, emocionante, divertida e apaixonante história que é minha vida! 


-n

6 dias.

Eu estava voltando para casa hoje e pensando se eu já tinha algum plano para semana que vem, algo legal para fazer. Aí que eu lembrei que sim, sábado que vem eu tenho algo para fazer. E não é algo, é algo. Tipo, fiquei besta com como eu tinha sido capaz de esquecer. E então a ficha caiu.
Seis dias. SEIS FUCKING DIAS, cara. Acho que quem não é apaixonado por uma banda não sabe o que é isso, o sentimento de saber que tempos atrás estavam especulando que ia ter um show, depois confirmaram, depois você foi lá e comprou o ingresso e que agora, em menos de uma semana, ele já vai acontecer. 
27.03.07 foi um dos melhores dias da minha vida. 17.04.10 também vai ser. Não importa o que aconteça, antes ou depois, sei que vai ser um dia incrível, que eu vou aproveitar absurdamente. É estranho, saber que um dia vai ser tão bom e importante assim, pelo menos para mim, acostumada a não viver esperando muito de cada dia, para não me decepcionar se eles acabarem sendo ruins. Dá até aquele medo de pensar nisso, sabe, vai que a vida resolve me ferrar e dá um jeito de estragar.
Aliás, já começa até a dar alguma saudade do show. Eu, sendo tão estranha que sinto saudades de algo que ainda vai acontecer. Mas o ponto é que eu sei que no momento que eles saírem do palco, eu vou querer tudo de novo. Mas não importa, vai ser foda e isso é o bastante.
Enfim, agora começa a preocupação com a parte prática da coisa. Que roupa usar, como levar o material da faculdade, como voltar para casa. Agora começa quase a melhor parte, a da expectativa. Isso que é o incrível, o show só vai durar umas três horas, mais vai fazer valer o mês inteiro, vai deixar toda essa semana especial, e eu vou lembrar dele por anos ♥

(Agora já é segunda, então, CINCO DIAS!

Contagem regressiva para sábado, fato.)

domingo, 4 de abril de 2010

Hakuna Matata

Minha mãe trouxe o meu filme favorito em DVD. Sabe, toda a emoção de assistir O Rei Leão de novo e tudo mais. O filme acaba de começar, estamos na cena em que o Mufasa leva o Simba para mostrar o reino e depois o Zazu chega, e então SURPRESA, ele começa a cantar.
Eu e minha mãe com aquela cara de -Q
Qual o problema das pessoas em deixar suas memórias de infância intactas? Por que precisa mudar? Eu sabia todos os diálogos e músicas, para depois aparecer o Zazu cantando o relatório matinal e shit like that? Revolta, revolta. Além disso, essas letras de filmes da Disney não são para crianças, porque né, difícil de entender o que eles dizem. Até mesmo agora que eu, er, cresci. Mas enfim, aí vem a melhor parte. O filme continua, o Simba cresce e em um momento, na cena em que o babuíno descobre que ele ainda está vivo, minha mãe diz:

"Gente, acho um barato o MACACO MACUMBEIRO".


Hakuna Matata, Hakuna Matata. Filosofia de vida.