domingo, 18 de abril de 2010

So we all spoke in tongues

(Esse é o post emotivo. O post completo e detalhado vai para o LJ, e vai para a Dri, porque eu disse que o faria e porque eu quero fazer.)

Então, noite passada. Ontem. Eu achava que não ia sentir aquela coisa de "Ai deus, são eles, é o Placebo" quando visse os integrantes ali, de perto, mas senti. É impossível, depois da expectativa, das horas esperando, do vídeo de abertura e as luzes apagadas, não sentir várias coisas explodindo dentro de você quando o Steve, depois o Stefan e depois o Brian Molko entram no palco, e começam a tocar. Eu amo aquela banda, e ver eles ali, tão perto, tão reais, é questão sim de ser fangirl e se emocionar. A banda que escreveu as músicas que eu ouço todos os dias, que me acompanharam em vários momentos da minha vida, me animaram, me ajudaram quando eu estava deprimida, me trouxeram várias pessoas importantes, essa banda, ela estava a menos de dois metros, um pouco acima de mim, e estava lá para cantar essas mesmas músicas ao vivo, somente para nós.
Eu gritei, eu pulei, chorei e cantei com o Molko tudo aquilo que também estava dentro de mim. Ah, vocês que estão lendo, vocês entendem a conexão? Está dentro de mim, está dentro dele, está dentro de todas aquelas outras pessoas, e nós todos estávamos ali juntos, cantando. Você se identifica com milhares de coisas, eu me identifico com diversos autores, mas não teremos muito a chance de escrevermos juntos. Mas com a música, em um show, é isso que acontece. Você não está só ouvindo a bateria, está vendo o Steve tocando a dele freneticamente, você está vendo o Stefan e a conexão surreal que ele tem com o baixo dele, e está vendo, ouvindo e cantando com o Brian e a voz, aquela voz, the voice that made me cry.
Antes de começar Speak in Tongues o Brian falou de igrejas, de pessoas que entram em frenesi, recebem o espírito santo e começam a falar em línguas. Engraçado, aconteceu algo muito próximo disso, ontem, e não foi só comigo, foi também com todos aqueles que fizeram o coro enquanto diziam, com a voz do Brian, que we can build a new tomorrow. Que pularam mais alto, gritaram mais alto e deixaram tudo para trás quando ficou, por nossa conta, o Para pa pa pa ra ra ra de Special K. Que deixaram pequenas partes de si em cada verso cantado em uníssono. Que deixaram um pedaço delas mesmas naquele dia, naquele lugar, naquele show.
Como diz a Brenda, no one can take 17.04.10 away from me. Nós somos os fucking Molko Boys e Molko Girls, e estávamos lá, do primeiro acorde de For what is Worth até o último de Taste in Men. E continuaremos sendo.

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