terça-feira, 27 de julho de 2010

férias de inverno

As férias estão quase acabando e eu sumi por quinze dias desse blog. Nem por falta do que falar, mas por preguiça mesmo. Ando escrevendo bastante, ultimamente, o que é ótimo. Tenho lido bastante também, mesmo que textos não muito úteis, por assim dizer. Não tenho feito quase nada além de trabalhar, sair com pessoas amáveis depois do trabalho e ir em shows nos finais de semana. Em uma mesma semana vi seis bandas diferentes tocarem, oi. Enfim, não foram as férias mais agitadas do mundo, mas está tudo bem e já está bom assim.
Então eu viciei em tumblr. E viciei em tumblr porque voltei a viciar em football slash. Nada muito diferente, nenhuma grande novidade. Meu sobrinho veio aqui no domingo e eu passei a tarde brincando com ele, e quando ele começou a chorar coloquei Guns n' Roses para ele ouvir e Cowboy Bebop para assistir. Fui em uma das melhores baladas ever e ela foi a melhor sem eu ter ficado com ninguém. Entrei no Vigilantes do Peso. Tive um dos finais de semana mais inesquecíveis da minha existência - até agora.
Acho que uma dose assim de normalidade era justamente o que eu precisava, e vai ser bastante útil quando as aulas voltarem. Fico pensando em como esse mês seria se não tivesse acontecido o que aconteceu há um tempo atrás, e chego na conclusão de que elas não seriam nem de longe tão tranqüilas.
Não tenho do que reclamar.

I've found a better way out

Sing to me in my sleep, Zachary.
Não conseguiria dizer, mesmo que quisesse e tentasse e tivesse nascido com o verdadeiro dom das palavras, o que ouvir Beirut faz comigo. Desde o começo, eu ouvia para me acalmar quando a vida parecia estar me atacando demais, ouvia quando os dias eram feios ou bonitos porque no final, ouvindo, eu sempre encontraria beleza. 
Agora, além disso, ainda ouço porque as músicas verdadeiramente me transportam para outros lugares. Não importa onde eu esteja, o quão ruim seja, quando a música começa eu vou para um lugar totalmente diferente, um lugar bonito, onde na maioria das vezes o céu está fechado e o fogo arde em algum lugar. Talvez seja a sonoridade, o clima cigano (é cigano? é só o que eu consigo associar, quando eu tento), talvez seja a voz do Zach Condon.
Mas a verdadeira magia é que, ouvindo Beirut, aquela voz, a perfeição, eu lembro que se existe algo como aquilo tudo vale a pena. E se isso não é música de verdade, se isso não a torna a melhor das bandas, eu não sei mais nada.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

days dawning, skins crawling

Você também já sentiu vontade de estar deitada, de preferência no chão frio, em um meio de tarde nublada ou uma manhã apática, sentindo-se totalmente alheia ao resto do mundo.
Tenho saudades de quando não fazia nada, e não queria fazer nada. Olhava o céu pela janela e me sentia depressiva, sentia que não existia, que estava fazendo algo de errado, e era bom. Eu não amava ninguém, não sonhava com nada, não desejava nada. Não prestava atenção na televisão ligada, nos livros para ler, na música tocando. Não pensava em mim mesma, nos meus sentimentos, nos meus sonhos, no que eu estava perdendo. Ficava lá imóvel e só era bonito, triste, amarelo, azul, cinza, libertador. Eu não era nada, estava morta, e então estava livre para não ser.
Tenho saudades de quando eu não me importava, só sentia.

O bom da depressão é que ela te isenta da responsabilidade de se preocupar

terça-feira, 6 de julho de 2010

Assim, eu me lembrei

Pelo menos a mais importante era que eu não deveria esquecer, jamais, mesmo quando com raiva, com saudades e magoada, do quanto eu gostei dele. Do quão feliz estar com ele me fazia, e do quão adorável ele era, de como fomos amigos. Lembrei que não devo mais esquecer que, não é porque nós não nos vimos nem nos falamos mais que aquilo foi menos real, menos importante ou menos verdadeiro.

O nome dele é Leonardo, sabe. E eu não sou obcecada ou perdidamente apaixonada por ele - só demorei um pouco para entender o que, afinal, eu senti por ele.

(Eu nunca tinha escrito esse nome aqui, ou em qualquer outro lugar, antes. Mas eu não tenho mais medo.)

Tinha algo para dizer aqui

Sobre o começo de Julho, a vontade de mudar, o desejo de fazer diferente, sobre revelações. Sobre a tortura que é o CFC, a quantidade de absurdos que sou obrigada a ouvir, a maneira como está difícil permanecer acordada, sobre como uns anti-ansiolíticos e aprender a não se importar tanto podem fazer uma pessoa mais feliz.
Vivo escrevendo mentalmente textos para publicar aqui, procuro inclusive imagens que posso usar para ilustrar, mas sempre acabo esquecendo ou postergando, e depois nem lembro mais o que eu ia falar.
Tenho uma lista de objetivos para essas férias, passando pelos mais clássicos até os mais inusitados. Mas acabei de ver a chamada para o jogo da Espanha e da Alemanha, na televisão, e me lembrei que quando eu era menor não conseguia entender como podiam passar supostas imagens do jogo na chamada dele, sendo que ele era ao vivo.
Ah, é isso. As vezes é bom não ter muito o que falar - pelo menos não tenho coisas ruins também.