quinta-feira, 28 de abril de 2011

Iker is a shut-in writer. Cesc is his robot.

Não gosto muito da idéia de colocar trechos de conversas do msn em blogs porque na maioria das vezes parece deslocada e nunca é tão engraçada quanto foi na hora, mas essa tem que ir para algum lugar para referência futura.
~♥~
bruna f. diz (22:53): Estou apaixonada. Sinto que dessa vez dará certo. É o relacionamento perfeito.
gupdm . diz (22:54): *---* quem é o felizardo?
bruna f. diz (22:54): Nome dele é Nate.
gupdm . diz (22:56): E onde tu conheceu?
bruna f. diz(22:56): Internet. Foto dele aqui http://www.realdoll.com/cgi-bin/snav.rd?action=viewpage&section=mrealdoll2
(...)
gupdm . diz (22:59): Nossa, gente, isso me lembra muito uma fic iker/cesc que eu li uma vez. E chobits, of course.
bruna f. diz (22:59): E a nova novela das 7. Mas desenvolva sobre a fanfic.

gupdm . diz (23:02): Ah, é uma fic fofinha onde o cesc é um andróide que o iker compra pra fazer companhia, ele é escritor e tals. E como em toda fanfic, ele não dá muita bola pro cesc no começo, mas depois ele acaba se apaixonando e tals, e no "universo" da fic tem todo um lance com esses companheiros, você pode ensinar pra ele as coisas e tals. 
O drama é pelo cesc já ser um modelo antigo e por logo não ter mais assistência técnica caso ele dê problema. 
Mas ela termina feliz.
~♥~
Link da fanfic para quem mais também se sentir obrigado a conferir isso agora. 

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Pensamentos condizentes à Sexta-feira da Paixão

Feriado. Eu consulto no Google a programação da Globo e do SBT, na esperança de que passe algo legal na Sessão da Tarde/Cinema em Casa, porque para mim ficar em casa ainda tem toda aquela sensação de quando eu era menor e ficava o dia vendo aqueles filmes geniais. Óbvio que os filmes de hoje têm temas religiosos. Óbvio que não vou assistir.
Eu dei um chocolate para minha chefe e ela ficou com aquele receio de aceitar. Eu disse "É Páscoa, e a Páscoa é sobre isso, comer chocolate como se não houvesse amanhã e não sentir culpa". Minha colega de trabalho, altamente religiosa, ouviu e respondeu um passivo-agressivo "Não, a Páscoa não é sobre isso". Gente, eu não sei como lidar com gente muito religiosa. Passei a vida inteira sem ter que conviver com pessoas assim. Respondi "Para as pessoas atéias ou de outra religião, é sim". E claro que a reação dela foi agir como se fosse um absurdo cogitar pessoas que não sejam católicas/cristãs, e não falar mais nada como ato de protesto.
Acho que tudo isso é uma provação, para ver até onde meu liberalismo vai. É para eu aprender a respeitar, aceitar e calar perante o direito dela de acreditar no que ela quiser, vencer aquela vontade de perguntar "Ae, já pensou que você pode estar errada?" ou de questionar todas aquelas coisas que para mim soam absurdas. É para eu entender que as pessoas têm o direito de pensar o que elas quiserem, inclusive quando o que elas pensam é o contrário absoluto do que eu acredito. Mas aí eu me pego pensando, quando chega algum pedido de compra e a garota fala "Graças a Deus" ou "Benção meu pai", se eu também não tenho o direito de estar em um ambiente de trabalho livre de manifestações religiosas.
Tudo isso soa muito como a França, não é? E também no assunto França eu não consigo ter uma opinião concisa. Por um lado, sou totalmente a favor do secularismo. Por outro, parece um desrespeito à liberdade pessoal? Além de preconceituoso e discriminatório?  Agora estou pensando que eu posso estar desenvolvendo um preconceito contra cristãos, o que seria completa e absurdamente ridículo.
Eu devo estar errando feio em alguma coisa aqui, certeza.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Je ne suis pas amoureuse

Não, essa não é uma postagem sobre negação de sentimentos. 
Eu estava voltando para casa hoje, depois da minha aula (Ah, diário, eu lembrei de comentar? Estudo francês agora, veja só) ouvindo música, mais especificamente a versão francesa de I won't say I'm in love, aquela do Hércules da Disney, que eu vou aproveitar para ignorar qualquer orientação de manter minha imagem e dizer que eu já tinha no iPod muito antes de estudar o idioma. Estava ouvindo mas com o pensamento muito, muito longe, quando, do nada, eu ouço a frase Je ne suis pas amourese
Aí a pessoa lê e pensa "Parabéns aê, campeã", porque para o assunto de um post isso é bem meh, eu sei. Mas a questão aqui é a maneira como eu ouvi essa frase. Eu não estava prestando atenção na música, eu não conhecia a letra previamente. O que aconteceu foi que eu entendi, sem estar nem ao menos atenta, algo que foi dito em francês. E entender o que franceses dizem é um inferno para mim, mera estudante de segundo estágio. Quando eu percebi o que tinha acabado de acontecer eu fiquei estupidamente feliz, ainda mais depois de uma aula em que eu não tinha sacado muito bem qual é a dos artigos (algo parecido com aquela porcaria de much e many, que já é chato em inglês, então imagina). 
Trabalhamos com pequenas vitórias, por aqui. Volto agora para a árdua tarefa de entender algo das músicas de Mozart, l'ópera rock, um musical francês que é legal, mas bem na base do guilty pleasure. Tirando alguns trechos de Tatoue Moi (aqui o vídeo para demonstrar porque eu digo guilty pleasure), que são bem fáceis de sacar, dando até para entender uma forma verbal zoadinha como baiserai, as letras desse musical amigo são um pé no saco. Acabou de me ocorrer que a compreensibilidade de Tatoue Moi advém do fato que o Mikelangelo Loconte é na verdade italiano, e que se ele fosse francês mesmo teria dado um jeito de fazer tudo impossível de distinguir (as músicas do Florent Mothe são um ótimo exemplo disso). 
É isso. Um dia eu chego lá. Por enquanto meu francês continua no nível da turista do 14e arrondissement, em Paris, je t'aime. Mas sem aquela pronúncia horrorosa dos 'r', porque aí já é demais.