terça-feira, 19 de abril de 2011

Je ne suis pas amoureuse

Não, essa não é uma postagem sobre negação de sentimentos. 
Eu estava voltando para casa hoje, depois da minha aula (Ah, diário, eu lembrei de comentar? Estudo francês agora, veja só) ouvindo música, mais especificamente a versão francesa de I won't say I'm in love, aquela do Hércules da Disney, que eu vou aproveitar para ignorar qualquer orientação de manter minha imagem e dizer que eu já tinha no iPod muito antes de estudar o idioma. Estava ouvindo mas com o pensamento muito, muito longe, quando, do nada, eu ouço a frase Je ne suis pas amourese
Aí a pessoa lê e pensa "Parabéns aê, campeã", porque para o assunto de um post isso é bem meh, eu sei. Mas a questão aqui é a maneira como eu ouvi essa frase. Eu não estava prestando atenção na música, eu não conhecia a letra previamente. O que aconteceu foi que eu entendi, sem estar nem ao menos atenta, algo que foi dito em francês. E entender o que franceses dizem é um inferno para mim, mera estudante de segundo estágio. Quando eu percebi o que tinha acabado de acontecer eu fiquei estupidamente feliz, ainda mais depois de uma aula em que eu não tinha sacado muito bem qual é a dos artigos (algo parecido com aquela porcaria de much e many, que já é chato em inglês, então imagina). 
Trabalhamos com pequenas vitórias, por aqui. Volto agora para a árdua tarefa de entender algo das músicas de Mozart, l'ópera rock, um musical francês que é legal, mas bem na base do guilty pleasure. Tirando alguns trechos de Tatoue Moi (aqui o vídeo para demonstrar porque eu digo guilty pleasure), que são bem fáceis de sacar, dando até para entender uma forma verbal zoadinha como baiserai, as letras desse musical amigo são um pé no saco. Acabou de me ocorrer que a compreensibilidade de Tatoue Moi advém do fato que o Mikelangelo Loconte é na verdade italiano, e que se ele fosse francês mesmo teria dado um jeito de fazer tudo impossível de distinguir (as músicas do Florent Mothe são um ótimo exemplo disso). 
É isso. Um dia eu chego lá. Por enquanto meu francês continua no nível da turista do 14e arrondissement, em Paris, je t'aime. Mas sem aquela pronúncia horrorosa dos 'r', porque aí já é demais. 

Um comentário:

gustavo disse...

ne comprenait pas ce qu'elle a dit