sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Nós estávamos conversando, ela disse “você é um milhão de vezes mais bonita do que ela”, e eu respondi que ela não era comparação. Então ela disse “mas você é bonita” e eu falei que ela era também – porque era, e é. Foi quando eu pensei em nós duas, ali, tão bonitas, tão inteligentes, e eu estava bêbada e não queria nem saber de modéstia. Nós ficamos o tempo inteiro nos julgando por outras pessoas, outros padrões, então jamais diríamos que somos lindas e legais e geniais, nunca agiríamos como se fossemos, mas naquele momento pareceu algo tão palpável, tão real, era como se devêssemos simplesmente aceitar a verdade.
Eu estava lendo Ghost World e em um momento a Enid diz isso, diz que elas duas eram lindas, como os caras não estavam loucos atrás delas? A resposta era óbvia e também é óbvia para nós duas – não estão porque não estamos preocupadas com eles. Nos preocupamos em reclamar das coisas, em nos divertirmos, em conseguirmos algo. Quando estamos juntas são raros os homens que existem, raros os que importam, porque olha, estamos descendo a Augusta e a faculdade e o trabalho e os Foo Fighters.
Ela disse “Não faz isso”, e depois “Faz para ver o que acontece”. Eu fiquei com medo e combinei uma alternativa com ela, um plano muito complexo para caso algo desse errado. Eu fiz mas fiz pensando que, não importava no que desse, em outro final de semana nós estaríamos descendo a Augusta ou indo no Hangar e céus, nada mais importava.


quarta-feira, 22 de agosto de 2012

I've been trying to figure out exactly what it is I need

Called up to listen to the voice of reason
And got his answering machine

I left my message but did he fuck get back to me
And now I'm stuck still and wondering how it's meant to be

 
(em homenagem aos tempos áureos desse blog, onde nenhum post fazia sentido e oito em cada dez eram letras de músicas)