quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

home sweet home

  
Um exercício de visualização executado na IKEA - o que nos faz pensar que  minha casa não terá janelas e todos os móveis ostentarão uma etiqueta com o preço. Nessa casa eu também lerei panfletos sentada no sofá, escreverei muito e terei meu sobrinho para harmonizar todos os ambientes (o que na verdade é uma ótima idéia)  

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

aulas de natação

Eu detestava nadar. Fiz aulas de natação por mais de sete anos e durante todo esse tempo detestei a coisa toda. Eu faltava nas aulas, fugia de competições, escolhia qualquer outra alternativa. Eu queria ficar em casa, assistindo televisão a tarde inteira, e não ficar uma hora, três vezes por semana, indo de um lado para outro em uma piscina. Eu não queria ser melhor. Não queria melhorar meu tempo. Não queria ter nada a ver com nadar.
Então meus pais falavam “você não gosta agora, mas quando parar vai sentir falta”. E eu sonhava com quando poderia parar. Eventualmente o dia chegou, eu não tinha mais tempo, o cursinho consumia muito, o colegial era em tempo integral. Eu falei para meu professor que ia ter que parar, me despedi de todo mundo e guardei os maiôs, as toucas e os óculos no fundo do guarda-roupas.
Não demorou dois meses para eu sentir falta de passar nem que fossem dez minutos nadando.
Eu sinto falta do silêncio. Eu sinto falta de passar as vinte chegadas sem pensar em nada, ou pensando em segurar mais aquela braçada para respirar. De nadar míseros 50 metros do meu estilo favorito. A natação foi a última das atividades que eu fiz por obrigação, mas junto com meu cachorrinho Hugo, o terceiro ano do colegial e ter meus sobrinhos por perto, é o que eu mais sinto falta.
Penso “quem teria dito?”. Mas todos sempre disseram.