quinta-feira, 27 de junho de 2013

last night i dreamt that somebody loved me

Hoje eu tive essa sensação insana de que alguém me amava (amava no sentido de estava apaixonado por mim, porque outros tipos de amor eu já tenho, estou tranquila, muito obrigada).
Claramente essa sensação foi fruto único e exclusivo dos meus delírios, dessa minha capacidade maravilhosa de extrapolar idéias mirabolantes e visualizar futuros incríveis de coisas que são, no mínimo, banais. Então eu senti essa euforia, a emoção de ter finalmente chegado em algum lugar, como se agora fosse só uma questão de tempo para tudo se concretizar. Alguns dias atrás, em um surto pedante e aleatório de lirismo eu havia dito para essa pessoa que estava em uma estrada abandonada, perigosa e mal iluminada que ficava me dando sinais de “Pare”, “Volte agora” e “Caminho sem saída” mas eu continuava seguindo, com alguma esperança imbecil de encontrar algo que valesse a pena no final. E hoje, por alguns momentos, parecia que eu realmente estava chegando no final da tal estrada e veja só, jackpot!
Obviamente, a sensação durou pouco. Por mais propensa que eu seja à auto-ilusão, em algum ponto eu me forço a uma análise objetiva que, novidade, refuta tudo. Olhei para trás, contemplando a empolgação, o fio de esperança que ainda não havia se dissipado totalmente, e com alguma decepção encarei minha vida, como ela é, de verdade – sem pequenas invenções para garantir algum dinamismo. Toda emoção é dor. 

no hope, no harm, just another false alarm

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