segunda-feira, 28 de abril de 2014

ardor

O problema é quando eu percebo que certas coisas só ele vai saber. Primeiro, porque só ele teve o interesse em dissecá-las, segundo porque depois de me expor e me decepcionar com ele, eu já não consigo ser ingênua o bastante para fazê-lo com outra pessoa. Devo ser grata, acho, nesse aspecto. Pelo aprendizado, e tudo mais. Agora eu fico presa em um ciclo de ter raiva dele e de perceber que ainda sinto falta dele – e então fico com mais raiva ainda, acima de tudo raiva de mim mesma. Por não ser mais esperta do que isso. Por ainda gastar meu tempo.
Então sim, eu sinto saudades dele. Mais do que eu deveria, mais do que ele algum dia mereceu. Não sei se foi premeditado, mas em diversos aspectos essa saudade tem facilidade em se mostrar. Em lembranças, em uma primeira folha de um livro, da porcaria do meu livro favorito. Porque é o tipo de pessoa que ele é, ou era. Eu disse, ele entendeu, até demais, e não penso que alguém mais vá, pelo menos não tão cedo.
Não quero me alongar no draminha, até porque já fiz bastante isso. Ainda tenho, perdidas em algum lugar, folhas com histórias ridículas demais para alguém ler. Enquanto as escrevia pensava que à minha frente se estenderiam ainda muitas desilusões, de forma que o nome dele seria em algum ponto substituído por outros. Mas o tempo passou e ainda é o nome dele ali, toda vez que alguém me decepciona (porque eu ainda crio expectativas em cima de tudo, e nada mais fácil para criar decepções do que um excesso de expectativas) não é o nome desse alguém que passa a ocupar minhas imagens de vingança. É o dele, é a decepção com ele.
A culpa é minha, claro. Sempre.

And I hate that I can't say your name 
Without feeling like I'm part of the blame

P.S.: Ver também essa música. Ela inteira.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

sobre mim

Eis que nessa bela sexta-feira, após uma série de acontecimentos que não serão expostos aqui, decidi fazer este incrível post – uma resposta, na verdade, à acusação de que eu tenho um blog pessoal que nunca fala, de fato, sobre mim. Vamos lá, alguns tópicos interessantes relacionados à minha vida que me ocorreram conforme eu escrevia:
Eu tenho um marido imaginário. Pronto, logo no começo, e não fica pior do que isso. Não vou falar quem é, porque aí já é vergonha demais. 
 Quero muito ter um filho. Não, mãe, não agora, calma. Um dia. O que não me impede de já ir lendo sobre maternidade e feminismo, educação infantil, por aí vai. Posso estar viajando aqui, mas considero que sou boa com crianças, nenhuma sofreu nenhum grande acidente sob meu cuidado, e pelo menos o Mimi e a Vickie gostam de mim (acho). E penso que eu daria uma boa mãe.
 O que eu mais gosto de fazer é ficar com meus sobrinhos, ler, perder tempo na internet e dormir, nessa ordem. Inclusive é por isso que eu ando sempre cansada, se eu lesse menos à noite, e não ficasse na internet, eu teria mais horas de sono. Tentei fazer isso nos últimos meses, ir dormir cedo para ter mais disposição, etc., e concluí que prefiro passar o dia à base de café mesmo.
 Minha vida romântica é uma piada. Uma piada que flutua entre a inexistência e a falha, de forma que só o que me impede de me aceitar enquanto celibatária é a minha vontade supracitada de ser mãe. Dito isso, minhas esperanças foram renovadas essa semana pelo aparecimento de DN, o cara novo aqui do trabalho. DN sentou ao meu lado no ônibus ontem, então tenho certeza de que é o início de uma nova era amorosa para mim.
 DN é abreviação de Deus Nórdico, alcunha dada porque eu sou tosca, porque eu não sei o nome dele e porque ele parece mesmo um. Ele é tipo uma versão melhorada do Leonardo, meu amigo /amor do colegial (aliás, cabe citar que 90% dos textos de sofrimento amoroso desse blog são sobre ele – o Leonardo, não o DN, até porque eu acabei de descobrir a existência de DN nesse mundo). DN faz parte do grupo de caras muito bonitos que trabalham comigo – a empresa nova tem alguns deles – mas é de longe o mais bonito de todos. A aparência dele pode ser definida como um meio termo entre o Leonardo e o cara que fez aquele filme do livro da Cassandra Clare, o Instrumentos Mortais (?), que sim, eu assisti, mas foi na minha recuperação cirúrgica, então eu me considero perdoada. 
 Está nos meus planos futuros interagir, de alguma forma, com o DN. Também descobrir o nome dele. 
 Eu me formei na faculdade ano passado, mas até o final desse ano vou começar outra – o ser humano não pode parar. Na verdade eu estou matriculada na UFABC, mas as aulas só começam no final de junho, e algo me diz que eu nunca vou terminar. Tenho um plano em mente, mas sou uma pessoa reservada (he-he) e estou mantendo em segredo.
 Esse post está enorme. Para encerrar, eu continuo fixada no DFW – tanto nas obras dele quanto nos textos sobre ele. Continuo adorando, considerando meu autor favorito, all that jazz. Não progredi muito no IJ, mas estou lendo o Brief Interviews e mais uma série de ensaios dele. Esses dias eu entrei no Quora e por algum motivo (qual será?), o tópico que eu mais visito é o dele. Também continuo escrevendo.
 Relevante: segunda-feira tem show do Placebo. Considerando que os outros dois que eu fui ganharam posts nesse blog sobre eles, acho que esse deveria ser pelo menos mencionado. Eu nem tenho ouvido muito ultimamente, mas sabe como é – continua sendo a banda da minha adolescência, e mesmo tendo demorado para comprar o ingresso, eu vou. 
Eu sei que pelo menos uma pessoa vai ler isso aqui, mas permanece a dúvida. Esse blog tem uma média de umas dez visitas por semana, e eu não faço ideia do como, por que, ou quem. De verdade. Não estou falando que esses visitantes misteriosos deveriam se identificar, eu só não entendo o interesse que alguém poderia ter na minha vida (ainda mais porque eu quase nunca posto aqui, então por que diabos quase todo dia alguém entra?). Penso se não é minha mãe, buscando uma confirmação de que eu fumo (não, mãe) ou alguma outra revelação, mas sei lá. Ainda deve ter mais gente.
Enfim, é isso.